sexta-feira, 22 de junho de 2012

Diferente de mim outra vez

Não é um novo você, mas sou eu quem está tendo o privilégio, de, ainda nessa vida, ser diferente de mim outra vez.
Eu sabia que terminaríamos, desde o inicio. Não saberia que doeria tanto, que era tanto, que era muito mais do que se pode saber, ninguém pode saber um amor, entender, tanto que terminou sem discurso, terminou sem deixar nada do que houve de melhor... Você quase pediu pra eu te deixar, aliás, você realmente pediu, sem falar nenhuma palavra e naquele dia que poderia ter sido ameno, me vi desistindo de um jantar e de nós dois... eu em constante estado de paixão e  luto, me preparando para o amor e para dor ao mesmo tempo, achando que isso sim era maturidade... Que boba que eu sou. Jamais deixei de ter 15 anos, nem quando tive 20 nem quando fiz quase 30. Você lembra o quanto eu chorei aquelas noites, lembra sim, vc não pode ter esquecido, em mim toda a frustração e desespero, como se a culpa fosse minha e não sua, como se existisse culpa para o fim de um relacionamento que simplesmente não tinha mais combustível, nem estrada.
Esse final de amor me roubou o juízo - eu era uma mulher de classe, consciente, jamais perdia o chão desse jeito. Já sofri outras vezes, mas sofria sem essa vertigem que faz parecer que a queda não tem fim e que não vou acordar tão cedo...
A parte quase engraçada  da história, é  que hoje, eu acordo cedo todos os dias, inclusive feriados.... Vou ao mercado, ando de bicicleta e corro, jogo vôlei e agora danço forro, xote, baião, e o que mais ocorrer... tenho Cd's de Luiz Gonzaga e Santana. Estou com o corpo que sempre sonhei. Minha barriga meio que sumiu por milagre, meus ombros são dois ossos pontiagudos, as calças sobram na cintura... A dieta da dor de cotovelo funcionou melhor que o photoshop...
As vezes me pergunto, como vc não se sente como eu me sinto? Como amou tão rápido a sua nova vida? Nenhuma mulher aceita isso sem planejar assassinatos múltiplos, vc correu o risco pq tenho certeza que lá no fundo sabe que eu sou ponderada, aliás, ponderação é uma farsa que eu sustento bem...
Quanto a mim, reconheço que estive doente, mas comecei a recuperar a minha lucidez perdida, isso significa que parei de tentar compreender absolutamente as coisas e comecei a aceitar que a vida não vem com manual de instruções. Fácil não tem sido, mas, consigo finalmente me libertar de certas crendices.
Preciso que saiba que NUNCA DEIXAREI DE PENSAR EM VOCÊ, pq você foi o amor menos elaborado que eu tive, menos politicamente correto,  menos o cara certo na hora certa, menos idealizado, foi a maior construção de um sentimento que eu fui capaz de viver ate hoje.
Mas os impactos se sucedem e devido a tudo que passamos, hoje sou uma mulher menos assustada com a dinâmica incontrolável dos vínculos afetivos. 
Não estou mais tão só. Não me pergunte se eu estou feliz, apenas não estou só. Novamente me encontro em um relação sem alicerces. 
Como explicar quem ele é? Se cruzassem os nossos perfis em um site de relacionamento, haveria um curto circuito parecido com o que nós dois provocamos no passado, lá pelo ano de 2003, quando encarei voce como uma excessão no meu curriculum vitae, sem cogitar a hipótese de que a compatibilidade amorosa talvez seja a verdadeira avis rara das uniões.
Acho que me apaixonei. Um homem com total domínio das suas responsabilidades profissionais, que tem respeito pelos amigos, uma rotina saudável de esportista, não fuma, bebe muito pouco, anda de moto - poderia parecer um detalhe charmoso se fosse um filme, mas é a vida dele, e agora a minha também.
Bastaria rejeitá-lo, bastaria deixar de atender seus telefonemas, manifestar desinteresse, porém não é tão simples. Estou tudo, menos desinteressada. Fui resgatada do marasmo, recolocada em movimento, novamente desafiada.
Não quero mais entender, nem encenar, nem quero que você me explique essa bagunça que fizemos de nossas vidas. 
Tudo que tenho nesse instante é um sabor inédito, um novo número de celular pra adicionar na minha agenda, uma cor de olhos que não sei definir, um corpo que se encaixa no meu e uma conversa que me mantém fascinada. Em contra partida, é como se houvesse um fio de alta tensão bem perto dos meus pés molhados... Mas considero que já desisti de me programar para qualquer tipo de eternidade.
E viva a São João. E que o futuro seja generoso conosco.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Salão de Beleza!!!



Preciso de um salão de beleza!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Pronto falei.
Preciso de férias,
Preciso de grana,
Preciso de descanso,
Preciso arrumar a casa,
Mas,
Se eu tiver que eleger um única <> pra hoje,
Seria uma cerveja.
Aliás, será.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Sto Antonio

Fiquei me perguntando por muitas horas, pq, quando a amor acaba, a gente quase nunca sabe o que fazer com o que sobra e geralmente faz merda...
Agradeci muito a Deus, e a miniatura de Sto Antonio Mirim que eu comprei, pelos ultimos acontecimentos na minha vida, os quais deraam uma turbinada em muita coisa que quase foi dada como perdida... Hoje, dia 12 de Junho, nada pedi, so agradeci....



domingo, 29 de abril de 2012

Muito feliz por ter achado uma massa caseira de talharim, suspeitei que teria o melhor almoço italiano dos últimos fins de semana... Erro número 01: em prol das famintas crianças da África, e do meu bolso que anda pra lá de abalado, fechei o olho e me entreguei a massa unidos venceremos. Na segunda etapa, sorvete de sobremesa, identificado como baunilha na primeira colherada e constatado que era de chocolate branco ao tentar repetir e ver o rótulo no lixo. Não satisfeita,pra concluir, um café turco -que eu trouxe da Turquia mesmo - que me saiu mais como um chá...Não sei pq Diana não conseguiu seguir as instruções que estavam em turco no rótulo....

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Campeonato Brasileiro e homens-de-neandertal

Estive em SP no fim de semana em que o campeonato brasileiro de futebol foi decidido. O "Curíntias" mano foi campeão em cima do "Vassssssco", sendo o primeiro pentacampeão brasileiro.
Antes de tudo, gostaria de saientar que sou paulista, da capital, nascida na Vila Mariana. Odeio segregação de qualquer espécie, adoro SP e não tenho absolutamente nada contra nenhum brasileiro de onde quer que ele seja, mas, isso não me impede de publicar a seguinte narrativa:

- Aê mano, maió foda o "Curintão". E lá na Bahia, os pessoal gosta de futibol?
- Gosta sim, vcs não assistem jornais esportivos? Inclusive o time Bahia tem uma das maiores torcidas do Brasil e é bi-campeão Brasileiro... Tem o Vitória tb, mas esse só chegou a ser vice... (não podia deixar passar essa...)
-  hummm... da hora... E o resto?
-  Que resto?
- O resto das coisa lá na Bahia meu, tá me zoano é?
- Não, só não entendi a pergunta.
- Ó, tô perguntando como é as coisa lá? Comé que é as coisa lá na Bahia?
- Ahhhhh, bem explicado.... É tudo diferente daqui. Sabe aqueles filmes tipo Avatar, Planeta dos Macacos, etc? Então é tudo completamente diferente do que você tá acostumado, tipo, baiano joga capoeira enquanto tá esperando o ônibus e no verão trabalha todo mundo de sunga e biquini. Nos escritórios não tem cadeiras, só redes. A gente só bebe água de côco e só toma banho de água salgada. Come acarajé todo dia no almoço e só anda de branco e toca berimbau pra por os bêbes pra dormir. Os programas de TV tem que ter legendas em português porquê lá a gente fala baianês, difícil como a p....
- Caralh... Legenda? Como assim: Cês num fala português lá?
- Não, a gente fala baianês, um dialeto...
- Da hora!! Mas cês entendi nóis né?
- Algumas pessoas sim, frequentamos escolas pra isso...
- Puta merda, baiano vai pra dois colégio? Tem serviço não?
- Pois é menino, a gente tá tentando adquirir um jeito mais neandertal de ser...
- neo o q?
- é um gênero humano, digamos assim... não sei se mais evoluído, acho que ainda existe por aqui pelo Brasil...
- É isso aí, legal, a gente tem que se evoluí mermo. Taê, tenho mó vontade de conhecer a bahia, tá precisando de um neandertal lá não?
- Tá sim, vai lá, mas antes tenta se ligar numa aula de história e visita o zoológico de Salvador na sequência...
- Entendi não meu, tá me zoando?!?!??!?!
- Nada, deixa pra lá, baianada....

Notas:
(1) Toda besteira que paulista faz é entitulada por eles de baianada.
(2) O homem-de-neandertal (Homo neanderthalensis) é uma espécie extinta, do gênero Homo que habitou a Europa e partes do oeste da Ásia, de cerca de 300 000 anos atrás tendo coexistido com os Homo sapiens, porém os estudiosos consideram os homens-de-neandertal  subespécies do Homo sapiens.






domingo, 27 de novembro de 2011

Toto La Momposina, Calle13 & Maria Rita em Latinoamerica

Na noite de ontem, fui apresentada a Toto La Momposina: colombiana de uma sonoridade e sensibilidade incrível... Conheci também Calle 13, duo porto riquenho que dominou o Grammy esse ano, ganhando 9 dos 10 prêmios aos quais concorreram. Após ouvi esses dois novos nomes, senti um orgulho dandado da minha "latinidade". E olha que achei Toto La Monposina, Calle 13 e Maria Rita cantando uma belíssima canção, postada abaixo. Me emocionei horrores ao ouvir. Vale a pena! Posto a letra e o link do vídeo no Youtbe (ainda agora escrevendo, me emociono...).

http://www.youtube.com/watch?v=DkFJE8ZdeG8

Latinoamerica (Calle 13, Toto La Monposina e Maria Rita)

Soy... soy lo que dejaron

Soy toda la sobra de lo que te robaron
Un pueblo escondido en la cima
Mi piel es de cuero, por eso aguanta cualquier clima


Soy una fábrica de humo
Mano de obra campesina para tu consumo
Frente de frío en el medio del verano
El amor en los tiempos del cólera, ¡mi hermano!


Si el sol que nace y el día que muere
Con los mejores atardeceres
Soy el desarrollo en carne viva
Un discurso político sin saliva

Las caras más bonitas que he conocido
Soy la fotografía de un desaparecido
La sangre dentro de tus venas
Soy un pedazo de tierra que vale la pena


Una canasta con frijoles,
Soy Maradona contra Inglaterra
Anotándote dos goles
Soy lo que sostiene mi bandera
La espina dorsal del planeta, es mi cordillera


Soy lo que me enseñó mi padre
El que no quiere a su patría, no quiere a su madre
Soy América Latina,
Un pueblo sin piernas, pero que camina


Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor

Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores


Tengo los lagos, tengo los ríos
Tengo mis dientes pa' cuando me sonrio
La nieve que maquilla mis montañas
Tengo el sol que me saca y la lluvia que me baña
Un desierto embriagado con peyote
Un trago de pulque para cantar con los coyotes
Todo lo que necesito,
Tengo a mis pulmones respirando azul clarito
La altura que sofoca,


Soy las muelas de mi boca, mascando coca
El otoño con sus hojas desmayadas
Los versos escritos bajo la noches estrellada
Una viña repleta de uvas
Un cañaveral bajo el sol en Cuba


Soy el mar Caribe que vigila las casitas
Haciendo rituales de agua bendita
El viento que peina mi cabellos
Soy, todos los santos que cuelgan de mi cuello
El jugo de mi lucha no es artificial


Porque el abono de mi tierra es natural


(Vamos caminando) No riso e no amor
(Vamos caminando) No pranto e na dor
(Vamos dibujando el camino) El sol...
No puedes comprar mi vida
(Vamos caminando) LA TIERRA NO SE VENDE




Trabajo bruto, pero con orgullo
Aquí se comparte, lo mío es tuyo
Este pueblo no se ahoga con marullo
Y se derrumba yo lo reconstruyo


Tampoco pestañeo cuando te miro
Para que te recuerde de mi apellido
La operación Condor invadiendo mi nido


!Perdono pero nunca olvido!


Vamos camimando
Aquí se respira lucha
Vamos caminando
Yo canto porque se escucha


Vamos caminando
Aquí estamos de pie
¡Que viva la américa!


No puedes comprar mi vida...




segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Fim de semana

Dormi agarradinha com o filhote hoje, acordei e dei de cara com um dia lindo: radiante, ensolarado e à tarde quando olhar para o céu de novo a sensação será de areia no vidro...
Hoje, demorei 2 horas a mais pra chegar ao trabalho por conta de uma paralisação, motivo pelo qual tive essas exatas duas horas a mais de sono, dentro do ônibus. Resultado: trabalho acumulado e fim de olheiras! Arrisco dizer que nos últimos tempos estou mais bonita, risos.
Percebo hoje que pequenas coisas me conferem o equilíbrio: dormir, ler e sobretudo dividir a minha vida com Caio: quando ele chega em casa, nada mais importa e a minha mente gira em torno de tudo que eu preciso fazer e meu corpo se move: dar comida, banho, café, ver as atividades da escola, checar os lençóis da cama, ver se as janelas estão abertas, pegar na orelha dele ver se tá com frio, cheirara a toalha de banho, conferir o estoque de merenda, mandar escovar os dentes, lavar os pés e organizar tudo que vamos precisar para o dia seguinte. Aí, na sequência, penso no que ele vai comer no outro dia, no almoço, nos planos para o próximo fim de semana e todo esse alvoroço de coisas me traz uma paz incrível... E para as outras coisas difíceis um amigo e um café me bastam.
A linha do equilíbrio emocional é muito tênue, e o estrago quando ultrapassamos ela é quase sempre desastroso. É como a linha do Equador, embora a gente não veja ela tá ali pra delimitar e dizer: a partir daqui temos outras situações. Então, eu, que já conheço a bandida da linha, decidi agir como um engenheiro: se não posso e não quero atingí-la mais, sob nenhuma condição, terei que definir limites de controle, faixa dentre a qual eu posso me movimentar emocionalmente com tranquilidade. Nada de duras penas. Nada de extremos, Nada de radical. Apenas dormir, pegar meu filho, sair de cena quando não puder mais divertir ninguém. Um processo de auto terapia assistido. Perder o equilíbrio é sair da condição humana e comportar-se temporariamente como um animal, então lembro de um trecho do livro Ensaio sobre a Cegueira ( J. Saramago): "Se não formos capazes de viver inteiramente como pessoas, ao menos, façamos tudo para não viver inteiramente como animais."
Assim, decidi compartilhar Saramago como máxima da semana.